Uma rosa para Graciliano

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Vale a pena conferir a coletânea de depoimentos que a Meg fez, em seu blog Sub Rosa, a respeito de VIDAS SECAS e acerca de Graciliano Ramos . São excelentes posts, com informações interessantíssimas sobre a obra e o autor, com opiniões dos leitores-amigos de Meg, figura queridíssima na blogosfera. Confiram:

1- Graciliano Ramos e Vidas secas -70 anos depois

2- Para não concluir

3- Vidas secas- assim dizem

4- Psiu, podia responder…

4- Graciliano Ramos- Vidas secas- final

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A “cegueira” revisitada

Aqui está mais um trabalho feito por meus alunos, ainda daquele projeto de que já falei, em que eles deveriam apresentar qualquer obra literária usando a linguagem que desejassem.

Pois bem, um dos grupos aproveitou a sugestão que eu havia feito de assistirem ao filme Ensaio sobre a cegueira, após fazermos um debate sobre a obra de Saramago, que inspirou o filme de Fernando Meirelles. E o resultado foi um poema concreto com a sinopse da primeira cena do livro, que é também a primeira do filme a que assistiram. Vejam:

Nem é preciso dizer que adorei! Então, o que acharam? Ah, e dêem uma passadinha lá no blog Na Roda de Leitura e prestigiem o trabalho de meus aluninhos, combinado?

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Você fabrica seu próprio estresse?

Encontrei esta frase, no post da Grace, dita por um senhor velhinho, de bengala na mão, que carregava uma sacola. Ao deixar cair um relógio velho e enferrujado, a Grace aproveitou para perguntar-lhe que horas eram. Ele respondeu:

“O relógio é antigo e faz décadas que não fala nada… Eu não sei para quê a sua pressa em saber das horas. Afinal de contas, correndo ou não, você vai chegar ao destino final.”

La Fontaine já nos mostrava, em sua célebre fábula A lebre e a tartaruga, que: “Não serve de nada correr; é preciso partir no momento próprio.” É óbvio que a tartaruga é símbolo de persistência e determinação, mas não podemos olvidar ao fato de que a “rapidez” da lebre não lhe foi útil por não utilizá-la adequadamente.

A psicóloga Lucia Emmanuel Novaes Malagris, no livro O stress está dentro de você, da Editora Contexto, fala, com muita propriedade que muitas pessoas queixam-se de tanto trabalhar e  precisam correr para dar conta de todas as suas atividades. E nos leva à uma reflexão sobre tais reclamações a respeito  da competitividade no trabalho, das exigências de produtividade, e de tantas outras motivações para a falta de tempo e da necessidade imperiosa de  se correr e correr e correr.

De acordo com a doutora Lucia, o que estas pessoas realmente querem é um tempo para conversar com os amigos, ir a uma reunião na escola dos filhos ou pura e simplesmente passar alguns minutos apreciando a beleza da natureza. E questiona: “será mesmo que estas pessoas são destinadas pela sua inteligência e competência a cumprir, a vida inteira, horários desumanos?”

É verdade que, na fúria para cumprir compromissos e atingir metas, não nos sobra tempo para as coisas belas e importantes da vida. E, freqüentemente pessoas preocupadas com a resolução de problemas e  conclusão de trabalhos, correm contra o tempo em um ritmo cada vez mais rápido e uma intensidade cada vez maior nas atividades em que se vê envolvido. E não se preocupam, ou não lhes sobra tempo para se preocupar, com os sentimentos das pessoas envolvidas.

A doutora nos dá uma dica fabulosa e bem oportuna (pelo menos, para mim, que vivo aceitando novas tarefas além do que possa dar conta) de que é necessário refletir sobre se, para nós, ter sucesso na vida significa realizar muitas tarefas, ter poder, ser perfeccionista, fazer tudo rapidamente.

Quando temos consciência do que é sucesso para nós,  então, talvez possamos perceber que ter sucesso seja também ter tempo para outras pessoas e coisas além do trabalho, como observar a natureza,  ter mais lazer para si e para sua família, ter mais atenção com aqueles que amamos e que nos amam, enfim, ter uma melhor qualidade de vida.

E, para aqueles que desejam mudar seu estilo frenético de vida, a doutora Lúcia dá dicas interessantíssimas (vale a pena ler o livro). Ela divide em quatro partes, uma circunferência que corresponde à atenção que damos às áreas social, afetiva, profissional e de saúde:

O gráfico mostra a situação ideal, de acordo com a doutora Lucia Malagris, na qual se dá atenção igual a todas as áreas. Pessoas que dão mais atenção à vida profissional, por exemplo, tendem a dividir o tempo que sobra entre as outras áreas da vida de modo desproporcional ao considerado aceitável do ponto de vista emocional e, ao optarem por levar uma vida estressante, correm o risco de desenvolver doenças cardiológicas.

Volto a refletir sobre a fala do *Velho do Restelo, digo, do velhinho do post da Grace: “não sei para quê a pressa… Afinal de contas, correndo ou não, você vai chegar ao destino final.” E sinto-me predisposta a acatar a receita da doutora Lucia Malagris: “Será que você está caminhando na vida na direção em que realmente quer ir e com satisfação? Ou está indo no sentido contrário de seus objetivos reais e experimentando sempre tensão e desconforto?”

Já decidi: no próximo ano, não aceitarei tarefas além de minha capacidade de realizá-las. Respeitarei meus limites. Quero realizar  também atividades que não sejam profissionais, caminhar mais (sou refém do carro), olhar a natureza, ouvir música, fazer cursos que me dêem satisfação, enfim, pensar mais em ser e não apenas em ter, realizar. Eu posso parar de ser minha própria fábrica de estresse e passar a produzir uma vida mais saudável para mim mesma.

E você, tem sido uma fábrica de seu próprio estresse?

*Velho do Restelo- é uma personagem criada por Luís de Camões na sua obra Os Lusíadas. O discurso do Velho do Restelo mostra-se coerente com uma ideologia defensora da vida junto à Pátria e à Família.

Imagens:
gráfico
velhinho
Fonte: O stress está dentro de você

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Está na Época de “Faça a sua Parte”

Com alegria e um grande orgulho de fazer parte do projeto Faça a sua parte (o trocadilho foi proposital), convido vocês a darem uma passadinha nas bancas para adquirirem, ou, ao menos, folhearem a Revista Época dessa semana.

A reportagem de capa é sobre blogs: “Os 80 blogs que você não pode perder“, e o nosso blog Faça a sua Parte foi citado, com direito à foto dos queridíssimos amigos que fazem parte também do projeto: as lindas xarás Lucia Freitas Lucia Malla, e o querido Jorge Cordeiro. A entrevista foi feita em São Paulo, e não pude comparecer.  Mas eles deram conta do recado direitinho. Vão lá , leiam e dêem sua opinião, tá combinado?

Imagem: capa da Época

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